A GM realiza hoje, 16/07, uma daquelas campanhas "não compre carro hoje".
A solução que a agência especializada em web "AG2" alcançou foi feliz. A peça não chama atenção por uma criação rebuscada ou por imagens e ilustração de primeira.
O que chama atenção nessa peça é a simplicidade e a adequação da ferramenta MSN Today Special à mensagem.
Com o mote "Não compre carro hoje", a GM pede para seu consumidor esperar e, enquanto isso, convida-o a jogar paciência!
Quanto à mídia, o MSN Today Special é uma das maiores concentrações de audiência diária da internet no país, podendo chegar a até 12 milhões de pessoas diferentes em apenas 24 horas.
Dando continuidade às entrevistas realizadas aqui, falamos com Ana Balleroni, atual VP Nacional de Mídia da NBS. Balleroni é uma experiente publicitária, tendo passado por agências como Y&R, JWT e Leo Burnett. Em 2002, venceu o Prêmio Caboré como melhor profissional de mídia.
Rodrigo Almeida: Na sua opinião, o que afasta um anunciante do meio internet? Quais as barreiras que afastam o mundo da propaganda das novas tecnologias, das novas plataformas de mídia? Ana Balleroni: Os anunciantes não estão afastados da Internet. Pelo contrário, eles estão ansiosos para estarem em um meio que passou a ser uma mídia de massa, de cobertura e de resultados. O grande problema, é que diferente da mídia tradicional, os formatos comerciais tradicionais da Internet envelheceram com uma a mesma velocidade do meio. Os anunciantes estão se afastando da comunicação feita através de banners, botões, etc. Eles querem formatos que tenham interação, proximidade e relevância para os internautas. Com relação as barreiras, temos que pensar que a propaganda foi “criada”em um mundo onde audiência e meio eram nitidamente separados. Hoje isso mudou. Audiência e meio dentro da Internet, são exatamente a mesma coisa. Dessa forma, a criatividade tem que ser exercida de uma forma completamente distinta. A criatividade, na forma tradicional, não sustenta essa realidade. E isso é muito difícil. As explosões criativas ou de repercussão, são feitas pelo “meio”. O pensamento criativo nesse caso, está mais ligado a estratégia que a criatividade.
Rodrigo Almeida: Como você enxerga a profissão do publicitário em um futuro próximo, daqui a 5 anos, com todas essas mudanças? Ana Balleroni: As mudanças na profissão “publicitário” estão acontecendo há anos. E elas não começaram por causa da “internet”. Estamos vivendo um período de questionamento da nossa contribuição efetiva. E aí a conversa seria longa demais, porque passaria por uma desvalorização que o próprio negócio da propaganda se impôs. Não acredito que seja o fórum. Mas se você me pergunta sobre as mudanças do mercado publicitário dentro do “mundo web”, eu afirmo que tenho dúvidas. Se por um lado, sabemos que vivemos em um País onde a web ainda é utilizada predominantemente por comunidades como Orkut, ou utilização prioritariamente de comunicação como o Messenger e e-mails, não acredito que vamos ter uma grande mudança no share de investimentos por meio de comunicação. Veja o que aconteceu em Cannes esse ano. O grande prêmio veio de um case onde a efetividade esteve ligada a divulgação daquilo que chamamos de mídia de massa. O case do “melhor emprego do mundo”, é um case típico de pensamento estratégico. Ele deu certo porque repercutiu em meios de massa paralelos a internet. É isso o que acredito daqui a 5 anos : um mix de meios inteligente, estratégico, onde cada um deles tem sua função e efetividade.
Rodrigo Almeida: Na sua opinião, o que você imagina como sendo o futuro da mídia tradicional frente ao avanço exponencial das tecnologias de comunicação que surgem a cada dia? Ana Balleroni: Acho que já respondi anteriormente, mas vamos lá: os meios são complementares. Essa é a grande inteligência da mídia. Hoje, ninguém faz sucesso isoladamente. Essa apologia de “fim de mundo” parece uma coisa muito trágica. Quando trabalhamos os meios dentro da suas características, de forma estratégia, utilizando um mix que reforce cada um deles, a comunicação é muito mais efetiva. Ninguém vai morrer. Mas o raciocínio será mais abrangente.
Rodrigo Almeida: Sabemos que as empresas de comunicação e anunciantes mais “tradicionais” ainda oferecem resistência com relação às inovações que a internet e seus derivados trazem. Como você enxerga isso? Ana Balleroni: Você acha isso mesmo? Eu acho o contrário. Empresas de comunicação e anunciantes – tradicionais ou não – estão buscando as melhores soluções. Se ainda não sabemos defender é um problema nosso. Por isso estamos correndo atrás de pessoas, que contaminem e disseminem as oportunidades, inovações e retorno que a internet e seus derivados trazem. Quem trabalha em comunicação, tem que saber “comunicar”. E se a Internet é uma mídia de massa, basta saber como utilizá-la de forma eficiente. E até eu que sou velhinha, estou disposta a isso.
Axe, definitivamente, é sinônimo de comunicação ousada. Basta vermos os filmes politicamente nada corretos que fazem para TV.
Acabam de ganhar um Cyber Lion em Cannes 2009 com um produto para cabelo. Sim, cabelo. Shampoo.
Só entrando no site para descobrir os motivos para esse prêmio.
Mas podemos dizer que doses de sensualidade e ineditismo são os segredos desse prêmio.
100 garotas se revesam em um grande salão. Ao vivo, elas avaliam fotos enviadas por homens ao site. O projeto nada lugar comum e irreverente ganhou a web.
Paródia da música "American Pie" em homenagem à mídia clássica, atropelada pela revolução digital.
Abaixo, o jornal O Estado de S. Paulo coloca a questão da qualidade da informação gratuita à prova. Sinal de uma indústria que agoniza e que está com data de validade marcada. Lutar contra o digital é o mesmo que ir contra a Lei da Gravidade.
Duas empresas que estão na vida de centenas de milhões de pessoas, brigando para ser a maior empresa de internet do mundo.
Ambas possuem passado riquíssimo e, atualmente, fazem fortes movimentos em busca da liderança na internet mundial. Microsoft lança o “Bing”, sua nova ferramenta de buscas em substituição ao “Live Search” e o gigante das buscas mostra ao mercado o Google Wave, uma ferramenta que integrará vários serviços em uma única interface.
A Microsoft, bem mais antiga que a empresa presidida por Eric Schmidt, foi fundada em 1975 por Bill Gates. O Google, empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin em 1997, é concebida como uma empresa puramente de internet e em apenas um ano de existência já liderava seu mercado, o de buscas, pesquisas na internet.
A Microsoft é concebida, originalmente, como uma empresa de tecnologia, de desenvolvimento de softwares, e encontra na venda do sistema operacional Windows e pacotes corporativos a maior fonte de suas receitas. E essa é uma grande vantagem frente aos concorrentes da internet.
Ela possui ampla liderança no mercado de softwares, no qual o Google não tem pretensão de ingressar além de seu browser, o Chrome. Ser uma empresa que nasce como uma empresa de internet implica em dominar a tecnologia relativa ao seu mercado e o mais importante, romper barreiras burocráticas com o objetivo de tornar a companhia ágil e flexível. Esse talvez seja o um dos maiores trunfos do Google.
A gigante da internet possui uma trajetória riquíssima em expansão, diversificação dos serviços e aquisições: Blogger, Orkut, GMail, Picasa, Google Maps e Google Earth, YouTube, DoubleClick, seu próprio browser, o Google Chrome, entre outras importantes aquisições. Nenhuma outra empresa possui “tentáculos” tão fortes na internet. E o mais impressionante, esses domínios foram criados ou adquiridos no curto período de 12 anos.
A Microsoft também possui uma rica e diversificada gama de produtos de internet para o usuário final: Windows Live Messenger, líder no segmento de Instant Messaging, e o Windows Live HotMail entre os maiores provedores de e-mail do mundo, junto com Yahoo! Mail e GMail. Além de outros produtos como Windows Live Spaces e o portal MSN.com, presente nos principais mercados do mundo.
Com essa gama de produtos e serviços, Google e Microsoft figuram entre as maiores da internet mundial. E no último mês de maio fizeram fortes lançamentos:
A Microsoft lançou o “Bing” e promete incomodar Google e, mais ainda o Yahoo, na disputa pelo rentável mercado da busca. O Google domina esse mercado. No mundo, mais de 80% de share. Nos Estados Unidos, mais de 60%. Yahoo! Search fica em segundo lugar e o Live Search, em terceiro. Considerado obsoleto, o Live Search, da Microsoft, será substituído pelo Bing.
Com forte campanha publicitária de lançamento e agressiva distribuição em seus domínios na internet, Bing irá incomodar e muito o Google, mas dificultará, principalmente, a sobrevivência do Yahoo, que passa por crise financeira e, por isso, não encerra suas conversas sobre uma possível venda para a própria Microsoft. Porém, o lançamento do Bing e declarações de Carol Bartz, CEO do Yahoo, afastam cada vez mais essa negociação. Independente de possíveis aquisições, se a Microsoft quiser ter o devido sucesso nas buscas, terá de romper uma barreira que não é tecnológica, mas sim interna. Ela precisa ganhar a agilidade nas respostas aos movimentos do mercado, rompendo as barreiras burocráticas inerentes a empresas do porte da Microsoft e que foram sobrepostas, não à toa, pelo gigante das buscas, o Google.
Como resultado do diferencial do Google, ao mesmo tempo em que o mercado olhava para a Microsoft e sua “Decision Engine”, como a empresa denomina o Bing, o Google adiantava sua próxima grande aposta, o Wave, ofuscando, parcialmente, o lançamento da rival Microsoft.
A concorrência, independente de que tipo de mercado aconteça, é sempre positiva. Ela faz com que empresas não parem no tempo, continuando, assim a pesquisar e desenvolver produtos em prol de seus clientes. Quem ganha com todas essas movimentações do mercado de internet é o usuário. Quem perde? O competidor mais fraco, como já havia adiantado Charles Darwin em sua Teoria da Evolução das Espécies. O Yahoo que se cuide (ou se venda).